Hino nacional de Portugal: A Portuguesa
Letra de Henrique Lopes de Mendonça e música de Alfredo Keil, de 1890. Para ouvir, cantar e imprimir.
A PortuguesaVersão instrumental · Banda da Marinha dos Estados Unidos · domínio público
O hino nacional de Portugal é A Portuguesa, com letra de Henrique Lopes de Mendonça e música de Alfredo Keil, de 1890. A Constituição consagra-o no artigo 11.º. O hino oficial é a primeira parte do poema com o coro, que começa «Heróis do mar, nobre povo» e termina «Contra os canhões marchar, marchar!».
Letra completa
O hino oficial é a primeira parte com o coro. As partes II e III são do poema original e não se cantam nas cerimónias.
Heróis do mar, nobre povo,
Nação valente, imortal,
Levantai hoje de novo
O esplendor de Portugal!
Entre as brumas da memória,
Ó Pátria, sente-se a voz
Dos teus egrégios avós,
Que há de guiar-te à vitória!
Às armas, às armas!
Sobre a terra, sobre o mar,
Às armas, às armas!
Pela Pátria lutar!
Contra os canhões
marchar, marchar!
Desfralda a invicta bandeira
À luz viva do teu céu!
Brade a Europa à terra inteira:
Portugal não pereceu!
Beija o solo teu jucundo
O oceano, a rugir d’amor,
E o teu braço vencedor
Deu novos mundos ao Mundo!
Às armas, às armas!
Sobre a terra e sobre o mar,
Às armas, às armas!
Pela Pátria lutar!
Contra os canhões
marchar, marchar!
Saudai o Sol que desponta
Sobre um ridente porvir;
Seja o eco de uma afronta
O sinal de ressurgir.
Raios dessa aurora forte
São como beijos de mãe,
Que nos guardam, nos sustêm,
Contra as injúrias da sorte.
Às armas, às armas!
Sobre a terra e sobre o mar,
Às armas, às armas!
Pela Pátria lutar!
Contra os canhões
marchar, marchar!
Como nasceu A Portuguesa
A Portuguesa foi composta em 1890, com letra de Henrique Lopes de Mendonça e música de Alfredo Keil. Foi uma resposta ao Ultimato britânico desse ano, que exigiu a Portugal o abandono das posições em África entre Angola e Moçambique, o «Mapa cor-de-rosa». Começou por ser uma canção patriótica e foi também adotada pelos republicanos.
Com a República, substituiu o Hymno da Carta, hino nacional desde 1834, e foi consagrada símbolo nacional pela Assembleia Nacional Constituinte a 19 de junho de 1911. Como circulavam versões diferentes da melodia e dos arranjos, uma comissão preparou uma versão oficial. Foi aprovada em Conselho de Ministros a 16 de julho de 1957 e mantém-se desde então.
O que se canta
Para cantar na escola, junte a letra à bandeira para colorir; no 10 de Junho, é tocado nas cerimónias oficiais. A bandeira é o outro símbolo nacional.
A Constituição consagra-o no artigo 11.º, n.º 2: «O Hino Nacional é A Portuguesa». É tocado em cerimónias nacionais, civis e militares, e na receção oficial de chefes de Estado estrangeiros, depois do hino do país visitante.
«Contra os canhões» ou «contra os bretões»?
Corre a ideia de que o verso original seria «contra os bretões», por causa do Ultimato. Segundo o historiador Rui Ramos, a versão original sempre disse «contra os canhões»; «contra os bretões» terá surgido entre patriotas depois de 1890. Pelo menos um exemplar impresso em 1890, hoje na Biblioteca Nacional, já diz «contra os canhões». A revista O Occidente, de 21 de março de 1890, publicou o hino em suplemento, também com «contra os canhões».
A gravação desta página
A versão instrumental é tocada pela Banda da Marinha dos Estados Unidos e está no domínio público, como obra do governo dos Estados Unidos (ficha na Wikimedia Commons). Pode descarregá-la em MP3 e usá-la livremente.
Perguntas frequentes
Quem escreveu o hino de Portugal?
A letra é de Henrique Lopes de Mendonça e a música de Alfredo Keil, ambas de 1890.
Quanto tempo dura esta gravação?
A gravação instrumental desta página dura 1 minuto e 10 segundos.
Quantas estrofes tem o hino?
O poema tem três partes, cada uma com duas quadras e o coro. O hino oficial é só a primeira parte, com o coro.