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O escudo de Portugal

Cinco quinas, sete castelos e uma bordadura vermelha: as armas que estão sobre a esfera armilar.

O escudo de Portugal: campo branco com cinco quinas azuis em cruz e bordadura vermelha com sete castelos amarelos, orlado de branco
O escudo de Portugal: campo branco com cinco quinas azuis em cruz e bordadura vermelha com sete castelos amarelos, orlado de branco
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O escudo de Portugal é o centro do brasão de armas nacional. Tem campo branco com cinco quinas azuis em cruz, cada uma com cinco besantes brancos, e uma bordadura vermelha com sete castelos amarelos. Na bandeira assenta sobre a esfera armilar e é «orlado de branco», como manda o Diário do Governo n.º 150, de 30 de junho de 1911.

Sabia que?

O escudo sem bordadura, o «escudo de Portugal antigo», passou a marcar os filhos bastardos dos reis, até D. João II.

Como é o escudo

Em linguagem heráldica, as armas descrevem-se assim: «De prata com cinco escudetes de azul postos em cruz, cada qual carregado com cinco besantes de prata postos em aspa, bordadura de vermelho com sete castelos de ouro». Numa bandeira, a prata e o ouro passam a branco e a amarelo.

Na bandeira, o escudo assenta sobre a esfera armilar e é orlado de branco, como manda o Diário do Governo n.º 150, de 30 de junho de 1911. No desenho do álbum Bandeira Nacional (1911), o escudo tem a base arredondada, o chamado escudo português. Mede sete décimos do diâmetro da esfera em altura e seis décimos em largura.

De onde vêm as quinas

A explicação mais antiga que se conhece é de D. Pedro Afonso, conde de Barcelos, na Crónica Geral de Espanha de 1344. Segundo ele, depois da vitória sobre cinco reis mouros na batalha de Ourique, em 1139, D. Afonso Henriques pôs no seu pendão cinco escudos, um por cada rei, dispostos em cruz em memória da cruz de Cristo. Em cada escudo pôs trinta dinheiros, lembrando aqueles por que Judas vendeu Jesus.

Outros autores leram as quinas como as cinco chagas de Cristo — é a leitura de Camões em Os Lusíadas. Como cada quina tem cinco besantes, e não trinta, houve quem contasse duas vezes os da quina do centro para chegar aos trinta dinheiros. São explicações da tradição, não documentos da época de D. Afonso Henriques.

Os castelos

A bordadura vermelha com castelos entrou nas armas reais quando D. Afonso III tomou o trono ao irmão, D. Sancho II, e manteve-se desde então; na bandeira atual são sete castelos.

Segundo a tradição, representam o Reino do Algarve, cuja reconquista D. Afonso III concluiu em 1249. Para a maioria dos heraldistas, a explicação é outra: D. Afonso já usava os castelos antes de ser rei, e a bordadura servia para distinguir as suas armas, de infante, das do irmão, D. Sancho II. Os castelos de ouro em campo vermelho viriam, provavelmente, das armas da mãe, D. Urraca de Castela.

Como mudou ao longo dos séculos

As armas foram mudando com os reis. D. João I juntou-lhes a cruz da Ordem de Avis, cujas pontas ficavam à vista sobre a bordadura; D. João II retirou-a e endireitou as quinas dos lados. O número de castelos variou durante séculos: no século XVI eram sete ou oito: sete sobretudo nos escudos de ponta ogival, oito nos de ponta redonda e nas bandeiras. Fixou-se em sete no final do século XVI, e é esse o número na bandeira de Portugal.

Perguntas frequentes

O que representam as quinas e os castelos?

Segundo a tradição, as quinas lembram os cinco reis mouros vencidos em Ourique e os castelos o Reino do Algarve. Para a maioria dos heraldistas, os castelos vêm das armas de D. Urraca de Castela, mãe de D. Afonso III.

Quantos besantes tem o escudo?

Vinte e cinco: cinco em cada uma das cinco quinas.

O escudo é um símbolo nacional?

A Constituição só consagra como símbolos nacionais a bandeira e o hino. As armas não estão definidas como símbolo nacional na lei, apesar de serem usadas como tal há séculos.

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Para explicar na aula.